G1 - Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007 às 08:13
Piratas virtuais invadiram, no início desta semana, o site do consulado dos Estados Unidos na Rússia, segundo a empresa de segurança Sophos. O ataque foi parte de uma campanha maior, que tinha como alvo servidores. No total, mais de 400 páginas foram infectadas, a maioria delas da Rússia.
Os criminosos colocaram no código do site uma praga virtual chamada ObfJS-C, que explora vulnerabilidades dos navegadores para infectar computadores com o sistema operacional Windows. Quando obtém sucesso, o código instala nas máquinas vulneráveis um cavalo de tróia, que tem como objetivo o roubo de informações sigilosas, como dados de cartão de crédito.
Essa ação dá destaque ao fato de que nenhuma organização está imune. Independente de seu tamanho, as instituições devem sempre proteger seus sites para evitar problemas, afirmou Fraser Howard, pesquisador de vírus da Sophos. Dessa vez, os hackers conseguiram um peixe grande e, sem dúvida, estão muito satisfeitos com isso.
Sofisticação
Recentemente, no Brasil, criminosos que usavam essa mesma estratégia foram presos no Paraná. A forma de trabalho do grupo foi classificada como sofisticada por promotores, porque o golpe dispensava o uso de e-mails na aplicação dos golpes.
Flavio Davini, gerente de produtos da empresa de segurança Trend Micro, explicou ao G1 que nesse tipo de golpe os criminosos exploram vulnerabilidades existentes em sites, como seus serviços de hospedagem ou aplicações. Quando isso acontece, os piratas conseguem injetar no código HTML um endereço quem contém ameaças virtuais. Assim, quando visita uma página legítima, o usuário acaba expondo seu computador a essas pragas.
Todo o processo de infecção da máquina acontece sem que o usuário perceba: seu PC não abrirá qualquer tela suspeita e não pedirá para executar programas, disse Davini.
Essa estratégia pode ser mais eficaz na aplicação de golpes do que o tradicional phishing scam -- com esta última alternativa, os piratas enviam e-mails sugerindo que os internautas baixem programas ou visitem sites maliciosos. Quando seguem a sugestão, as vítimas em potencial infectam seus computadores com programas geralmente desenvolvidos para o roubo de informações.