Departamento de Comunicação da Bahiatursa - Quinta-feira, 09 de Outubro de 2008 às 03:28
“É um novo produto que ampliará a oferta turística da Bahia, tornando o estado mais competitivo nos mercados nacional e internacional”, afirma Emília Salvador Silva, presidente da Bahiatursa
O mais novo produto do Turismo Baiano, oEnoturismo, será lançado neste sábado, pela Secretaria do Turismo do Estado e Bahiatursa na região dos Lagos do São Francisco, incluindo os municípios de Juazeiro e Casa Nova. No dia 11 de outubro, a partir das 10h, o governador Jaques Wagner acompanhado por diversas autoridades, jornalistas nacionais e o trade turístico estarão na Vinícola Ouro Verde para inaugurar o receptivo da Miolo e Lovara, em Casa Nova, que inclui salas de degustação e lojas de produtos associados ao vinho e visitação aos parreirais. O objetivo é atrair um fluxo contínuo de visitantes que possa fomentar o desenvolvimento turístico desta região através do Roteiro do Vinho Nordestino.
O secretário de Turismo, Domingos Leonelli, acredita que este novo produto turístico trará novas alternativas econômicas para o turismo em geral e, especificamente, para a comunidade carente do Velho Chico. “Todos os agentes de uma cadeia produtiva estarão sendo beneficiados com o aumento do fluxo, pois a visitação gera empregos, implantação de novas pousadas e hotéis, aumento do número de vôos e rotas rodoviárias, produção artesanal, melhorias urbanas, atração de eventos, aumento de escolas e faculdades”, explica Leonelli.
As empresas gaúchas Miolo e Lovara fizeram alto investimento e pretendem apostar ainda mais. “A beleza da região e sua vocação como produtora de vinhos finos a torna um ponto turístico potencial para o brasileiro e para os estrangeiros”, afirma o sócio-proprietário da Vinícola Lovara, integrante da Miolo Wine Group, Eurico Benedetti.
Uma produção de vinhos jovens, que bateu recordes de comercialização no território nacional, seduziu parceiros estrangeiros e conquistou consumidores da França, Alemanha, República Tcheca e Estados Unidos. Desde que o semi-árido baiano, às margens do Rio São Francisco, mostrou o seu grande potencial como produtor de frutas de boa qualidade, as uvas ganharam um papel de destaque junto aos compradores internacionais.
Hoje, a Vinícola Fazenda Ouro Verde, sede do projeto industrial destas duas empresas, desponta como o principal segmento do grupo na produção de vinhos jovens, brancos e tintos, e um promissor celeiro de produtos derivados, alvo, inclusive, de parcerias internacionais.
O projeto vive agora um novo momento de ampliação para abrigar novas tecnologias, aumentar a capacidade instalada e diversificar a produção. O complexo integra um investimento de R$ 30 milhões iniciado em 2001 que prevê a ampliação da capacidade da vinícola para 10 milhões de litros/ano. Serão gerados ao todo 300 empregos, sendo 150 diretos e 150 indiretos.
O alto teor de açúcar é a principal marca dos vinhos do Vale do São Francisco, característica provocada pela exposição ao sol durante mais de três mil horas por ano. A qualidade dos vinhos vem sendo reconhecida com a conquista de inúmeras medalhas de ouro e de prata em concursos nacionais e internacionais. Os vinhos produzidos são Reserve Cabernet Sauvignon/Shiraz, Shiraz, Dry Muscat e Late Haverst e os espumantes Moscatel, Brut e Demi-sec.
A região do Vele do São Francisco possui bons hotéis e vai ficar ainda melhor. “A atividade turística tem o poder de fomentar o desenvolvimento e levar melhorias. Cada vez que o fluxo aumenta, a economia cresce e a população passa a investir mais no seu próprio negócio. O Enoturismo é um segmento recente no turismo mundial. Surgiu em 1995 na Itália e se disseminou. No Brasil existe o Vale dos Vinhedos que alavancou o desenvolvimento no Rio Grande do Sul. Atualmente, o fluxo é de 130 mil turistas por ano, com toda a infra-estrutura necessária. Aqui nós faremos a mesma coisa!”, disse a presidente da Bahiatursa, Emília Salvador Silva.
Lagos do São Francisco
A região dos Lagos do São Francisco é composta por Juazeiro, Casa Nova, Paulo Afonso, Remanso, Santa Brígida, Curaçá e Sobradinho. Em toda área, a culinária típica, o artesanato, o folclore, os vinhedos e a cultura popular são fortes atrativos. O Enoturismo permite aos visitantes aprender um pouco mais sobre a cultura do vinho, com visitas guiadas às unidades de produção. As uvas são típicas da região do Vale do São Francisco e estima-se que nesta região, composta por Bahia e Pernambuco, o fluxo turístico aumente para 5 mil pessoas por mês. A cultura nordestina pode ser retratada pelas festas típicas dos meses de junho e julho, época tradicional de celebração das colheitas, com expressões através da música e dança, suas quadrilhas e forrós. No Rio São Francisco, diversas cidades oferecem uma gama de programação de lazer aos visitantes, desde os saltos de bungie-jump, do alto de pontes, até as reuniões em barzinhos e restaurantes para contemplar o pôr do sol e comer pratos típicos, como os assados de bode e os saborosos peixes de água doce, com destaque para o surubim, peixe nobre do São Francisco. Qualquer atividade escolhida é especial – sob as bênçãos das águas do “Velho Chico” tudo se torna inesquecível...
Os roteiros incluem city-tour na cidade de Juazeiro e visita à Barragem do Sobradinho, para ver de perto o segundo maior lago artificial do mundo e a eclusagem, uma espécie de elevador, que sobe e desce em função da água que entra e sai do reservatório. No final do dia, ao pôr do sol, um passeio de barco no Velho Chico é imprescindível para apreciar o belo cenário entre o céu, a terra e o rio. Fazer trilhas na Serra do Mulato e seus sítios arqueológicos com pinturas rupestres, visitar a Bio Fábrica da Moscamed (desenvolvida em laboratório para o combate a pragas da fruticultura) e ainda as fazendas irrigadas e produtoras de frutas orgânicas, também integram os roteiros para quem vai ficar mais tempo na região.
Juazeiro
A terra da cantora Ivete Sangalo, nome em maior evidência da música baiana há vários anos, e do maior intérprete da bossa nova, o internacionalmente respeitado João Gilberto, transformou-se em um moderno pólo agro-industrial, com intensa atividade de exportação. Juazeiro (a 500 km da capital) modernizou-se com a urbanização da orla fluvial e com o novo visual dos arcos da ponte presidente Eurico Gaspar Dutra, ocupados por pequenos bares e restaurantes. Localizada às margens do São Francisco, a cidade hospeda muito bem os amantes do vinho, pois a região emerge como rota principal do enoturismo no Nordeste brasileiro. O município situa-se na divisa entre os estados da Bahia e Pernambuco. Com mais de 200 mil habitantes, o nome da cidade se deve aos frondosos juazeiros, árvores existentes em todo o município. É considerada também a “capital das carrancas”, singular expressão da arte mística, feias expressões faciais esculpidas em madeira, usadas para “espantar os maus espíritos” nas proas das embarcações que singram o Velho Chico.