- Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008 às 04:03
Tapete de grama do vistoso campo de golfe, cultivado sobre dunas à beira-mar no complexo hoteleiro da Costa do Sauípe, litoral norte da Bahia.
O futuro para essas comunidades do entorno da Costa do Sauípe chegou, a determinado momento, na gestão do Programa Berimbau sob o comando do Sr Francisco Oliveira, ter uma perspectiva iluminada, com atenuantes ainda agregadores de valores para a pesca, a cultura, o esporte e o laser.
Entretanto, por motivos de ordem administrativa da Sauípe S/A, o Senhor Francisco Oliveira foi afastado dessa Empresa e, o seu substituto, o Senhor Beraldo Boaventura, Gerente Socioambiental, modificou o programa para a sua visão socioambiental, transformando-se em verdadeiro dono das entidades criadas pelo Sr Francisco Oliveira, impacando o que seria uma usina de adubo orgânico que geraria um mínimo de 76 empregos para cooperados, faria crescer a agricultura local e, indiretamente geraria mais emprego e renda. Desmontaram a parte que fabricaria o adubo, sob alegação de que "não funcionaria". Hoje, a VERDECOOP, funciona com ajuda de custo para os seus funcionários (muitos dos atuais não tiveram o necessário curso de cooperados e, por esse motivo desconhecem os seus direitos e deveres), mais da metade dos que ainda continuam, não são da comunidade, ficando os daqui sem os empregos previstos quando da sua criação. A Associação dos Moradores de Porto de Sauípe - AMPS, articuladora e incentivadora da criação dessa cooperativa, hoje, ném mesmo sabe o que ocorre naquela entidade, visto que o atual dono, o Gerente Socioambiental da Costa do Sauípe ter imposto aos cooperados rompimento (e eles aceitaram com medo de perder o emprego) com o Presidente da AMPS. E hoje, está em plena operação, uma modésta fábrica de adubo orgânico no Núcleo JK (Mata de São João) produzindo e sendo utilizado pelos agricultores locais e circunvizinhos o adubo que "não funcionaria", melhorando a olhos vistos, as suas produções.
A Escola Meninos do Porto, responsável pela educação de 112 meninos e meninas carentes (principalmente) foi arrancada da AMPS, criada um conselho gestor que só foi convocado quando da sua eleição. Os seus conselheiros desconhecem totalmente quaisquer atitudes, contratações e/ou demissões praticadas por aquela Escola. Perdemos os parceiros italianos e alemães que ajudavam a mantê-la e só Deus sabe o que ocorrerá com aquela entidade.
A COPEMAR-LN (Cooperativa dos Pescadores e Marisqueiras do Litoral Norte) esta, criada pelo próprio Gerente Socioambiental, contrariou a nossa esperança de ter uma associação e/ou mesmo cooperativa dos pescadores e marisqueiras de Porto de Sauípe, idéia de mais de 30 anos que cultivávamos, impondo uma mega (em área) cooperativa de pescadores e marisqueiras que deveria abranger desde Praia do Forte até Jandaíra (mas, nunca funcionou). No dia das eleições dessa entidade, o poderoso senhor presenteou quem quiz vir conhecer o Complexo Hoteleiro Costa do Sauípe, doando camisetas, 4 (quatro) ônibus disponíveis, 2 de Praia do Forte e 2 de Jandaíra, trouxe mais de 200 (duzentas) pessoas, pagou almoço e bebidas para todos e, após (por aclamação) votos sufocantes de todos contra apenas 16 (dezesseis) pescadores de Porto de Sauípe, foi eleita uma diretoria toda de Praia do Forte, (que continua até os dias de hoje), sob sua tutela. Nunca compreendemos. Que impacto teve Praia do Forte quando da construção da Costa do Sauípe? O Programa Berimbau não foi criado para fazer acontecer o entorno impactado? Criar condições de vida para os que não tivessem ligação direta com a Costa do Sauípe?
A COOPEVALES (Cooperativa dos Pequenos Produtores do Vale do Rio Sauípe) não consegue decolar. Foram substituidos todos os diretores e contratados que cuidavam de início dessa cooperativa e, em seus lugares, gente estritamente ligada àquele senhor. Tenho certeza que o principal objetivo (fornecer
hortifrutigranjeiros) para os hotéis, restaurantes e pousadas da Costa do Sauípe, não foi alcançado. Apenas coco verde se consegue oferecer, por falta de uma polìtica incluidora, por falta de crédito para os pequenos produtores, por falta de adubo orgânico, por falta de apoio técnico, por falta de incentivo e por falta de boa vontade em fazer acontecer.
A Feira de Porto de Sauípe: Essa feirinha, aconteceu com o apoio da COOPEVALES, quando ainda existiam pessoas compromissadas em desenvolver a cooperativa dos pequenos produtores, criar um meio de venda para seus produtos, incentivar os produtores dos assentamentos rurais existentes em Entre Rios, Itanagra e outros existentes nas proximidades a escoar os seus produtos. A AMPS entrou com 25 (vinte e cinco) barracas de madeira
(desmontáveis) doadas pelo Programa Berimbáu para esse fim, ainda na gestão do Sr Francisco Oliveira, ficando a COOPEVALES como responsável pelo transporte semanal para a Vila Sauípe às Sextas-Feiras, após a Feira de Porto de Sauípe para a feirinha de Vila Sauípe aos Sábados. A COOPEVALES se responsabilizaria por quaisquer danos que viesse a ser causados nas barracas, se comprometendo a recondicioná-las em caso de possíveis avarias provocadas pelo transporte em carroceria de caminhão ao longo de quase 2 anos. E, ficou combinado que, quando a COOPEVALES viesse a comprar as suas barracas, que doaria 20 (vinte) unidades à AMPS, visando ampliar a feirinha de Porto de Sauípe.
Hoje, as nossas barracas estão totalmente danificadas, a COOPEVALES dispõe de suas novas barracas, nos esqueceram, não recuperaram as da AMPS e querem mudar o dia da Feira de Porto de Sauípe para as Sextas-Feiras, visando fortalecer a de Vila Sauípe, em detrimento da nossa, como era antes, desconsiderando a vontade dos moradores de Porto de Sauípe que solicitaram aos feirantes a mudança da feirinha para os dias de Sábados, visto que é o melhor dia para compra dos produtos oferecidos na feira. Para isso, pressionam os feirantes a não frequentar a feirinha de Porto de Sauípe, visando enfraquecê-la.
Por ordem do poderoso senhor Beraldo Boaventura, o JUCA (Josemi Alves Pereira)
Presidente da AMPS, deixou de ser convidado para toda e qualquer reunião e/ou evento que por ventura venha a acontecer na Costa do Sauípe e/ou ainda, em qualquer das entidades por ele controlada. Infelizmente os nosso amigos não conseguem medir o mal que estão praticando, seguindo cegamente esse senhor.
Ventila-se a venda da Costa do Sauípe. Esperamos que o social dos novos donos venha a ser parceiro das comunidades e não queira ser donos como a atual gestão da Sauípe S/A.
Sempre a postos,
JUCA DO PORTO