Ascom / Setur - Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008 às 13:03
O secretário de Turismo Domingos Leonelli destaca que para se incrementar o turismo étnico é preciso aumentar o número de vôos dos EUA para a Bahia. O Departamento de Aviação Civil (DAC) do Brasil e o Department Of Transportation (DOT), órgão equivalente do governo norte-americano, já autorizaram a operação de um vôo diário regular entre cidades dos Estados Unidos da América (EUA) e Salvador.
A notícia foi divulgada em São Paulo pelo governador Jaques Wagner, no dia 14 de julho, durante palestra seguida de almoço no Clube Monte Líbano, organizado pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB-SP), para 400 empresários paulistas.
A autorização dos órgãos que regulam a aviação civil nos dois países é o primeiro passo, restando agora as companhias aéreas definirem o início da operação. O trabalho para atração de vôos regulares para os EUA foi um dos principais assuntos durante a visita da secretária de Estado Condoleezza Rice a Salvador, em março deste ano.
O assunto também foi discutido em abril deste ano, em Miami, Flórida (EUA), durante um encontro do governador com o vice-presidente da American Airlines para a América Latina, Peter Dolara. Em novembro do ano passado e fevereiro deste ano dirigentes da Secretaria Estadual de Turismo (Setur) tiveram duas reuniões em Atlanta, Geórgia (EUA), sede da Delta Airlines, onde discutiram a possibilidade de vôos regulares para Salvador.
Bom poder de compra
Segundo pesquisa realizada em 2004 pelo Census and National Center for Educational Statistic Educational, a população afro-americana cresceu 35% desde 1990, enquanto seu poder de consumo aumentou 222% - dados que foram acompanhados por uma significativa evolução da escolaridade e ocupação de cargos de gerência.
Depois dos argentinos, os turistas norte-americanos são os que mais visitam o Brasil, totalizando 700 mil em 2007. De acordo com o Estudo da Demanda Turística Internacional, realizado em 2006, 34,3% dos turistas americanos visitaram o Brasil para fazer negócios ou participar de congressos e convenções, 34,8% vieram encontrar familiares e amigos, e 26,7% vieram a lazer. O gasto médio diário do turista americano é de US$ 138,84.
Ainda segundo dados do presidente da Associação Nacional dos Coletivos de Empresários e Empreendedores Afro-Brasileiros, João Bosco Borba, os afro-americanos respondem atualmente por cerca de 12% do PIB dos Estados Unidos, embora, representem aproximadamente 13% da população do país. Os dados indicam condições favoráveis para o desenvolvimento na Bahia do turismo étnico, principalmente entre os afro-americanos, que vêm buscar sua identidade.
Divulgação atrai mais turistas
Por serem os principais destinos de turismo étnico no Brasil, Rio e Bahia são destaques naprimeira campanha publicitária do Ministério do Turismo dirigida ao público afro-americano. Salvador é o terceiro destino mais procurado pelos turistas afrodescendentes norte-americanos, logo após do Rio de Janeiro e São Paulo e na frente de Foz do Iguaçu e Manaus.
A campanha deve se estender até setembro e terá investimento total de R$ 3,48 milhões para atingir revistas nacionais, sites voltados para o turismo e inserções na CNN, além de campanha de rua em Nova York, Miami e Los Angeles. A Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) aposta no público afrodescendente norte-americano, para quem foram produzidas peças exclusivas para a mídia especializada, como a revista Giant e a rede TV One, que têm programação abordando estilo de vida, entretenimento e turismo.
Setur premiada
A iniciativa de promover o turismo étnico institucionalmente já rendeu um prêmio que foi recebido pelo coordenador de Turismo Étnico da Secretaria de Turismo da Bahia, Billy Arquimimo, representando o secretário Domingos Leonelli, no dia 25 de maio no Four Plus Hotels de São Paulo: o III Prêmio África Brasil 2008, em comemoração ao Dia da Libertação da África, festejado em 25 de maio, instituído pela ONU em 1972.
Iniciativa do Centro Cultural Africano, o prêmio visa reconhecer e divulgar projetos, além de ações significativas que beneficiem diretamente a comunidade afro-brasileira, em várias áreas de atuação, como educação, artes e cultura, esporte, políticas públicas, poder público, relações exteriores e religião.