Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Porto Seguro - Segunda-feira, 05 de Maio de 2008 às 07:06
Diversas medidas estão sendo tomadas pela Secretaria Municipal de Saúde, com o intuito de reduzir o número de vítimas e evitar que uma epidemia de dengue se instale em Porto Seguro. Como parte da estratégia de conscientização sobre as formas de prevenir a reprodução do mosquito causador da doença, foi realizada, no dia 30 de abril, uma passeata pelas ruas da cidade, com a participação de estudantes de escolas públicas e particulares do município, além de Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate a Endemias. O pontapé inicial para a mobilização da comunidade foi dado durante uma reunião, no mês de abril, com os secretários municipais, lideranças e funcionários da Prefeitura, quando a coordenadora de Vigilância em Saúde, Márcia Quaresma, falou sobre as formas de reprodução do mosquito Aedes aegipty, os sintomas da doença, maneiras de combater o mosquito e das providências que estão sendo tomadas pela Prefeitura para conter a sua proliferação. “Nosso objetivo é buscar o apoio de todos os setores da comunidade para combater esse mosquito, que coloca de 50 e 200 ovos a cada 72 horas”, alertou a coordenadora.
Segundo ela, como no restante do país, durante os três primeiros meses deste ano, o número de casos suspeitos de dengue superou o de 2006, até então o maior índice já registrado. De acordo com dados da Secretaria de Saúde, em 2005 foram 35 casos suspeitos e 10 confirmados; em 2006, 216 suspeitos e 56 confirmados; em 2007 o número de casos suspeitos caiu para 66, com 24 confirmados e em 2008 o número de casos suspeitos subiu para 304, com 25 confirmados e nenhum óbito.
Mutirão contra a dengue
Márcia Quaresma explicou que entre as ações que foram intensificadas para combater a doença estão: a criação de dois postos de saúde específicos para registro de casos suspeitos; atendimento dos casos em todas as unidades de saúde; mutirões de limpeza e mobilização nos bairros onde há maior incidência de casos suspeitos; convocação dos 219 Agentes Comunitários de Saúde para se aliarem aos Agentes de Combate a Endemias no combate ao mosquito; acompanhamento diário do quadro dos casos suspeitos; capacitação de médicos e enfermeiros; trabalho focal com fumacê nas áreas atingidas, entre outras.
“A única medida efetiva contra o mosquito é eliminar criadouros em água parada”, alertou a coordenadora, propondo que cada secretaria intensifique as ações de conscientização em suas respectivas áreas de atuação. “Se a comunidade não participar dessa luta e achar que a obrigação é só do poder público, não conseguiremos atingir nossos objetivos”, assinalou.
O ex-secretário de Saúde Eudes Faria enfatizou que “não se trata de discutir a competência do serviço público, mas de pensar lá na frente, em tudo o que pode ser feito para evitar uma epidemia”. Ele estimulou as lideranças a entrarem numa guerra contra a dengue. “Estamos propondo um grande mutirão, em que cada um de vocês pense no que pode fazer junto a suas comunidades e suas entidades para contribuir nessa luta”, ressaltou.
A Secretaria de Saúde estará disponibilizando material informativo e apoio técnico para multiplicar o trabalho de conscientização e combate. Também existe um telefone para denúncias de água parada em residências e terrenos baldios, através do 0800-2846034.