Ascom/Setur - Quarta-feira, 19 de Março de 2008 às 10:46
A missão chinesa com quatro representantes da Província de Shandong assinou hoje (19) com a Secretaria de Turismo (Setur) e a Bahiatursa um Protocolo de Intenções com o objetivo de aumentar a cooperação técnica entre essa importante região da China e a Bahia. Entre os objetivos, a promoção do desenvolvimento e o aprimoramento da atividade turística no Estado, a atração de mais turistas chineses à Bahia e, futuramente, a implantação de um vôo direto entre Bahia e Shandong.
O documento foi assinado por Célia Bandeira, chefe de gabinete e representante do secretário Domingos Leonelli, e Zhu Limim, vice-diretora geral da Província de Shandong. Também participaram do encontro o diretor de marketing da Província de Shandong, Sun Shishan, o diretor geral do Convention Bureau de Jinan, Wang Jianguo, e o vice-diretor de marketing Ren Xiaorui. Também estiveram presentes representantes do trade turístico baiano.
O incremento das relações entre Brasil e China vem aumentando significativamente nos últimos anos. Segundo estimativa da Organização Mundial de Turismo (OMT), no ano de 2020 a China será o quarto maior emissor de turistas para o Brasil, atrás apenas de Alemanha, Japão e Estados Unidos. Atualmente, o Brasil já selecionou 52 agências de turismo para trabalharem o receptivo chinês e o Ministério do Turismo já está produzindo material de divulgação em mandarim.
Bahia investe em infra-estrutura
“O turismo é uma área muito importante e estratégica na política do governo baiano, que investe forte na melhoria da infra-estrutura e desenvolve programas de atração de turistas ao nosso Estado nos grandes mercados emissores, a exemplo da China”, explicou Célia Bandeira em sua saudação aos visitantes.
A vice-diretora geral da Província de Shandong, Zhu Limim, agradeceu a recepção e destacou a simpatia e o calor humano do povo baiano, convidando os dirigentes da Setur e Bahiatursa a visitarem Shandong. Em seguida houve uma troca de presentes, com os chineses ofertando toalhas de mesa bordadas com esmero e recebendo em troca pequenas esculturas em prata de Oxum.
A diretora de relações internacionais da Bahiatursa, Rosana França, destacou que como resultado da primeira visita do governador Jaques Wagner à China, em novembro, a Bahia já dispõe de 25 produtos turísticos prontos para serem oferecidos aos operadores internacionais. Ela cita que o Estado recebeu em janeiro uma missão de chineses e agora mais esta da Província de Shandong. “Não existe ainda um vôo direto da Bahia para a China, mas pretendemos negociar para implantá-lo o mais breve possível”, afirmou.
Costa dos Coqueiros é a preferida
Um estudo da Superintendência de investimentos em zonas turísticas (Suinvest) da Setur destaca a existência na Bahia de 11 zonas turísticas, sendo que investidores privados têm aplicado recursos em 6 delas, ao longo do litoral baiano. “Em 2007, os investimentos públicos governamentais somaram R$ 343 milhões, o que contribuiu para a captação de diversos investimentos privados. Cerca de 60% deles concentram-se na Costa dos Coqueiros, no litoral norte de Salvador”, destacou Eduardo Farina, dirigente da Suinvest.
Na seqüência do encontro foram exibidos dois vídeos. O primeiro mostrando as belezas e atrativos da Província de Shandong e o segundo listando os roteiros das zonas turísticas da Bahia, com narração em Mandarim.
Objetivo do acordo
O Protocolo de Intenções assinado hoje tem o objetivo de seguir as seguintes linhas básicas de ações:
a) fomentar e divulgar intercâmbios existentes entre a SETUR, BAHIATURSA e a SPTA visando a ampliação do entendimento mútuo de ambas as regiões;
b) apoiar e fomentar visitas recíprocas de cidadãos de ambas regiões;
c) promover o intercâmbio cultural nos campos do turismo, por meio do trabalho com administrações de turismos locais;
d) desenvolver o mútuo entendimento dos cidadãos de ambas as regiões através do intercâmbio de informações e materiais;
e) apoiar e promover o desenvolvimento de novos programas sociais, turísticos econômicos, acadêmicos e comunitários para encorajar cidadãos de ambas as regiões a compartilharem suas experiências, como uma forma de aprender uns com os outros;
f) identificar temas comuns que possam gerar novas iniciativas, no intuito de promover e nutrir as relações culturais, sociais e financeiras, cada dia mais fortes entre as regiões;
g) dar suporte a programas desenvolvidos pela comunidade que possam promover os objetivos desta relação de amizade.