Ricardo Feitosa - Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008 às 02:37
Na manhã desta quarta-feira 13/02/08, por volta das 7:30h, dois cadáveres foram encontrados numa bela casa de alto padrão localizada no centro do Distrito de Arraial d´Ajuda. Tratavam-se dos corpos do Senhor Hélio Macedo da Costa Lima, empresário agropecuarista de 64 anos, e do jovem Luziano dos Santos Oliveira de 20 anos. Os corpos estavam em lugares diferentes da casa de dois pavimentos. O Corpo do Senhor Hélio se encontrava em uma das suites do primeiro andar da casa com os braços amarrados para trás e pernas também amarradas com tiras de pano, apresentando várias lesões na região da cabeça que indicaram a prática de tortura. O corpo do Luziano se encontrava no andar térreo com duas perfurações causadas por projéteis de arma de fogo, um na cabeça e outro no abdômen. O Delegado de Polícia Ricardo Feitosa de Farias, titular da 2ª Delegacia Circunscricional de Porto Seguro, a Delegacia do Arraial d´Ajuda, foi informado do fato pela Polícia Militar e imediatamente chamou os peritos do Departamento de Polícia Técnica para fazer a perícia do local do crime. O trabalho dos peritos foi realizado durante todo o dia, sendo toda a casa cuidadosamente examinada. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal - IML em Eunápolis/BA onde foram realizadas as necropsias para a determinação das causas das mortes. O Delegado Ricardo Feitosa, que acompanhou o trabalho dos peritos, procedendo ao levantamento das primeiras informações, informou que não foi possível determinar se houve a subtração de valores ou bens da casa até então, pois não se sabia exatamente o que existia no interior da casa. O Senhor Hélio Macedo da Costa Lima levava um estilo de vida discreto, apesar de possuir um patrimônio vultoso. Era homossexual assumido e costumava acomodar parceiros em sua residência. Foi o caso do jovem Luziano, pessoa que o Senhor Hélio trouxe do município de Canavieiras/BA na sexta-feira 08/02/08. As primeiras informações indicam que o Luziano era usuário da droga entorpecente conhecida como "CRACK" e já foi indiciado por roubo. Um inquérito policial foi instaurado pelo Delegado Ricardo Feitosa para investigar o duplo homicídio. O caso chama a atenção para a falta de cuidado daqueles que levam parceiros para a sua residência sem nenhum critério. "Lamentavelmente a conduta se repete, pessoas levam parceiros que não conhecem para o seu convívio íntimo, sem saber com quem se relacionam, e acabam facilitando a ocorrência de crimes dessa natureza. Essa conduta é extremamente perigosa!", alertou o Delegado Ricardo Feitosa. A família não autorizou a divulgação de fotos.