Ascom/Setur - Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008 às 08:47
O secretário de Turismo Domingos Leonelli participou hoje (28), no Forte de Santo Antônio, da abertura do Ginga Mundo 2008, evento integrante do IV Encontro Internacional de Capoeira e Manifestações Afro-Culturais, que acontece no período de 28 a 31 de janeiro no Pelourinho. O encontro de capoeira é organizado pela Organização Não Governamental (ONG) Mandinga – Associação Integrada de Educação, Arte e Esportes e conta com o apoio da Secretaria de Turismo e da Bahiatursa.
Participaram também da abertura, os famosos mestres capoeiristas João Grande – que há 15 anos possui uma academia em Nova Iorque - e João Pequeno, mestre Sabiá – organizador do encontro -, além de Paulo Lima, presidente da Fundação Gregório de Mattos, Magno Neto, gestor do Forte de Santo Antônio e representante da Secretaria de Cultura, e Sueli Rocha, representante da Petrobrás, uma das empresas patrocinadoras.
Capacitação para capoeristas
Em seu discurso, na abertura do evento, Domingos Leonelli anunciou que ainda este ano será implantado na Bahia um Escritório Internacional de Turismo e Capoeira. Segundo ele, o objetivo é dar capacitação para que centenas de mestres capoeiristas baianos que trabalham no exterior possam utilizar suas academias como uma espécie de embaixadas informais da cultura e turismo da Bahia. “Com esse escritório vamos implantar um programa de qualificação turística em todas essas academias para que ensinem também a divulgar os encantos de nosso Estado e nossos principais roteiros turísticos. Vamos articular esse projeto também com operadores de turismo e agências de viagens”, explicou o Secretário de Turismo.
Segundo Leonelli, cada mestre capoerista no exterior possui dezenas e até centenas de alunos, que poderão vir com mais freqüência à Bahia, que é a “Meca” da Capoeira no mundo. Eles permanecem de 15 a 30 dias aqui, bem mais do que a média de 2 a 3 dias do turista convencional. “Essa visitação já acontece, mas queremos incrementar esse fluxo, agindo de forma profissional, para que resulte em mais benefícios ao turismo baiano e a todos que vivem em função da atividade Capoeira”, complementa. Ele diz ainda que a Capoeira está inserida como uma das atividades do programa de turismo étnico-afro desenvolvido pela Setur, que recebe repasses de recursos do Ministério do Turismo.
Segundo Rita Moraes, presidente da Mandiga, a entidade atende crianças carentes utilizando a Capoeira como forma de atração para os cursos que oferece, a exemplo de inglês, informática e literatura afro. “A Capoeira é o nosso chamariz para atrair os meninos carentes para os cursos que oferecemos. Atualmente, atendemos cerca de 200 jovens na faixa de 10 a 15 anos”, explica Rita Moraes.
Ela diz ainda que a Mandinga abriga o Instituto Jair Moura, que possui um dos maiores acervos sobre capoeira no mundo, uma oficina de instrumentos e desenvolve a Ação Griô, que atua na formação de jovens capoeiristas com aulas ministradas por renomados mestres da dança/luta. A ong tem também o projeto Mãedigueira, voltado para ações com as mães dos jovens atendidos, dando-lhes aulas de informática ( como acessar e navegar pela Internet), arte – produção de mosaicos -, entre outras atividades.
“Nosso objetivo maior é divulgar e preservar a Capoeira e a data do encontro este ano foi escolhida para coincidir com o Carnaval, cujo tema é justamente a Capoeira. O Ginga Mundo vem sendo realizado há 5 anos e o atual deverá ser o maior entre todos já realizados”, acredita Rita Moraes, presidente da Mandiga.
Ascom/Setur