Ricardo Feitosa - Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008 às 02:53
O agente de polícia civil Marco Aurélio Silva Silveira, lotado na 1ª Delegacia Circunscricional de Porto Seguro, foi morto na quinta-feira 24/01/08, por volta das 19:00h, na rua 25 de Março, no Baianão, quando participava de uma diligência em companhia de mais três agentes, com o objetivo de capturar um assaltante componente de uma quadrilha acusada de ter praticado assalto num estabelecimento comercial no Baianão. Os agentes planejaram um encontro para prender o meliante o qual percebeu a presença dos policiais e empreendeu fuga, invadindo uma residência, fazendo reféns no interior da casa. Na incursão dos policiais houve troca de tiros quando o bandido, armado com uma pistola, disparou vários disparos, alvejando o agente Marco Aurélio na cabeça. A Polícia Civil, com o apoio da Polícia Militar, empreende esforços para capturar o homicida que tem várias passagens pela polícia. Mais um servidor policial que morre no cumprimento do dever. Marco Aurélio tinha 37 anos, era casado e deixa esposa grávida, além de uma filha de três anos. No sepultamento realizado na sexta-feira no município de Itabuna/BA, foram ouvidos vários protestos de policiais civis e militares que protestavam reclamando a falta de condições dignas de trabalho, a falta de um melhor treinamento para o exercício das funções da polícia, a falta de equipamentos tais como armamento, munição e coletes à prova de balas, entre outros... "Sabemos que é inerente à nossa atividade o constante risco de morte, mas quantas mortes de policiais serão necessárias para que o Estado perceba que a polícia precisa ser melhor capacitada e equipada...", desabafou um policial que preferiu não se identificar. A morte do policial causou grande revolta e comoção aos servidores da polícia da região e revelou a grave crise de falta de recursos da polícia que humilha os servidores policiais e deixa vulnerável o cidadão que precisa de um sistema de segurança pública eficiente.