Fernando Correlo - Quinta-feira, 01 de Novembro de 2007 às 05:20
Recentemente recebi um “email” que está circulando na rede mostrando interesses privados na Amazônia. Na língua inglesa mostra em suas imagens o pouco caso e a incompetência, segundo eles, com que os povos da América Latina lidam com a Floresta Amazônica. São enfáticos! A floresta não tem dono. Não devem pertencer aos povos da América Amazônica. E eles são aqueles que melhor poderão cuidar deste patrimônio.
O quê eu fiz? Apaguei. Sim. Isso mesmo. Apaguei. Apaguei como faço com todas essas correspondências que recebo de correntes e outras mensagens que enchem nossa caixa entrada e não servem para nada.
Esse tipo de mensagem divulgada e propagada acalenta o objetivo daqueles que a criam para tornar depois de tanta insistência o maior absurdo em verdade verdadeira.
Na última quarta-feira (24/10) recebemos em nossa Faculdade Unisulbahiao Excelentíssimo Dr. Waldemar Zvieter, Ministro do Supremo Tribunal Federal. Orgulho tê-lo em nosso “Campus”.
O motivo? Palestrar sobre a integridade da Amazônia em defesa da soberania do Brasil. Perfeito. Depois de tanta indagação conclui o óbvio:
“A AMAZÔNIA É NOSSA!”.
Gritei em alto e bom som. É nossa. É do povo Latino Americano que teve a graça de Deus de tê-las em seus domínios territoriais.
Não é FHC que vende o país da “VALE”. Não também Lula que pode lotear a Amazônia para os gringos, segundo o palestrante. Ninguém pode questionar nossa soberania. Claro, se isso responde a sua pergunta eu pegaria em armas sim para defender minha pátria. Mas é certo que eu não irei ao Maracanã para ficar gritando isso. Lá só irei para assistir a grandes jogos de futebol. No máximo para ir ao show do “The Police”. Produto musical daquela turma lá de cima da linha do Equador. Que certamente irão fazer lotar o Maracanã e que tem o vocalista Sting que gosta muito do país e já passou longas temporadas na Amazônia.
A floresta deve ser preocupação sim de todos neste mundo globalizado. Nada de xenofobia. As coisas devem ser tratadas de maneira séria, por terráqueos responsáveis e comprometidos com o planeta. Aqui neste pedaço de baixo ou lá de cima do globo. Eu moro aqui. Eu moro no planeta Terra.
Bem. Aquela noite, também apaguei.